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Osteopatia

 

O termo osteopatia e os princípios pelos quais se rege esta especialidade, foram anunciados pela primeira vez por A. T. Still na segunda metade do século XIX, nos EUA. Este termo que significa do ponto de vista etimológico «doença dos ossos», provocou desde sempre alguma confusão. Na realidade, o que Still pretendeu transmitir foi que descobrira que qualquer alteração na função do sistema músculo-esquelético e articular (osteo), por mais pequena que fosse, podia provocar um número importante de alterações (patia) tanto localmente como à distância, acrescentando:

 

• Existe uma relação de dependência recíproca entre a estrutura (anatomia) e a função (fisiologia). 

 

• O corpo humano é uma unidade Funcional.  

 

• O organismo tem a capacidade de auto-regulação. 

 

O primeiro curso de Osteopatia iniciou-se em Outubro de 1892, com apenas 17 alunos, na ASO - American School of Osteopathy, em Kirskville, no estado do Missouri; oito anos depois, em 1900, cerca de 1000 alunos frequentavam a ASO. 

 

Actualmente existem nos EUA 28 Universidades de Medicina Osteopática. A Califórnia em 1901, foi o primeiro estado a reconhecer a especialidade e o Nebrasca foi o último em 1989. A prática osteopática propagou-se para o estrangeiro e a primeira escola europeia foi fundada em 1917 por J. M. Littlejohn em Londres.

 

Foi também a Inglaterra o primeiro país europeu a regulamentar a osteopatia, tornando-a uma especialidade autónoma e independente. Essa independência faz com que os osteopatas britânicos dependam exclusivamente do General Osteopathic Council – GOsC. Noutros países pertencentes à Commonwealth, a prática da osteopatia está regulamentada juntamente com a da quiroprática; a África do Sul, em 2000, e a Austrália e a Nova Zelândia em 2004, são disso exemplos. 

 

A Federação Europeia de Osteopatia – FEO – foi criada em 1992 para ser, junto da Comunidade Europeia, a representante das associações profissionais dos diferentes países europeus. A prática da osteopatia foi reconhecida como sendo uma profissão liberal a partir de 1999, pelo Conseil Européen des Professions Libérales – CEPLIS.

 

A OMS pretende ajudar a criar um currículo universal para a osteopatia, o que não vai ser uma tarefa fácil dada a grande diferença existente entre os americanos, que na sua maioria adoptaram uma abordagem médica, e os europeus que se mantiveram fiéis aos princípios de origem. Alguns profissionais oriundos de diversos países do mundo (Austrália, países da América Latina, Japão, EUA e países da Europa), preocupados com o rumo da profissão, criaram em 2003 em Portugal, a convite da AROP – Associação e Registo dos Osteopatas de Portugal, a WOHO – World Osteopathic Health Organization, uma associação que pretende debater e pensar um currículo académico focalizado nas origens da osteopatia e restituindo-lhe a ênfase dada à sua abordagem manual, tanto do ponto de vista do diagnóstico como do tratamento. 

 

Aparentemente, estará para breve a total regulamentação da profissão, em Portugal.

 

De forma a poder perceber a abrangência da Osteopatia, deixamos uma informação complementar:

Após a Primeira Guerra Mundial, e de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, a taxa de mortalidade dos doentes com «gripe espanhola» ou «pneumónica» que recorreram à medicina convencional foi de 2,5%, enquanto que nos que foram seguidos por osteopatas, a mortalidade foi inferior a 0,25%.

 

 

Clínica Homeostasia

 

Especialistas de Osteopatia:

- José Leitão Henriques

- Maria Josélia Monteiro

- Helena Sousa e Holstein

Contacto
L H Homeostasia-Cuidados de Saúde Lda
(Belém)
Lisboa - Osteopatia


Tratamento das doenças dos ossos em Lisboa.

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